E hoje o dia é a vida, a vida em cores. A casa quieta, o incenso que já se apagou, a plena paz de manhãs de domingo, a rua calada estranha nossas faces rubras. Elas são lindas, juntas, me observam por todo o o lado, uma é o amor e outra divindade. Uma pequena porção de amor com olhos azuis recém abertos de pura ternura, com as bochechas fofas de perfeição e a inocência estampada no espírito. É fragil, e no meio das pequeninas cobertas parece um anjo barroco levemente atento.
O Amor é...Bom ela já me trouxe a vida, com os pés pequenos e o carinho latente me inundou de glória e serenidade, deixou que o mundo ficasse lá fora. A inteligência nos deu um norte, a capacidade de amar-se como amigo e como amantes. As conversas intermináveis, pelas madrugadas, o calice que ainda carrega o resto dos vinhos, os pratos da noite anterior, e o inverno que ainda tenta prevalecer junto a harmoniosa primavera só nos remete a mais afagos.
Os sapatos no centro da sala, a carteira junto ao balcão, os óculos unidos entrelaçados como nossas mãos, isso é a vida, a união, a poesia de Vinicius em tempo real, e ele nos visita as vezes para contemplar nosso amor, bem como Chico que esta sempre perto para que nossas mentes permaneçam com a sensação de futuros amantes.
Enquanto o mundo chora, nos abraçamos, vivemos nossa história sem tempestades. O Sol é demasiadamente belo para que se apague, a beleza esta na simplicidade e a simplicidade esta na luz, afinal só existe a mesma no final das contas...
domingo, 5 de setembro de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A AUTO-INICIAÇÃO
A AUTO-INICIAÇÃO
TEXTO DE HUBERTO ROHDEN,
ESCRITO NOS ANOS 70
Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação.
Todos querem ser iniciados.
Mas entendem por iniciação uma alo-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru. Esta alo-iniciação é uma utopia, uma ilusão, uma fraude espiritual.
Só existe auto-iniciação.
O homem só pode ser iniciado por si mesmo.
O que o mestre, o guru, pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém se pode auto-iniciar; pode colocar setas ao longo do caminho, setas ao longo da encruzilhada, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre Si mesmo. Isto pode e deve o mestre fazer - suposto que ele mesmo seja um auto-iniciado.
Jesus, o maior dos Mestres que a humanidade ocidental conhece, ao menos aqui, durante três anos consecutivos, mostrou a seus discípulos o caminho da iniciação, o que ele chama o "Reino dos Céus", mas não iniciou nenhum dos seus discípulos.
Eles mesmos se auto-iniciaram na gloriosa manhã do domingo de Pentecostes, às 9 horas da manhã - como diz Lucas nos Atos dos Apóstolos.
Mas esta grandiosa auto-iniciação aconteceu só depois de 9 dias de profundo silêncio e meditação; 120 pessoas se auto-iniciaram, sem nenhum mestre externo só dirigidas pelo
mestre interno de cada um, pela consciência de seu próprio EU divino, da sua alma do seu Cristo Interno. E esta auto-iniciação do primeiro Pentecostes, em Jerusalém, pode e deve ser realizada por toda pessoa.
Mas acima de tudo, o que quer dizer Iniciação?
Iniciação é o início na experiência da verdade sobre si mesmo.
O homem profano vive na ilusão sobre si mesmo.
Não sabe o que ele é realmente.
O homem profano se identifica com o seu corpo, com a sua mente com as suas emoções. E nesta Ilusão vive o homem profano a vida inteira, 30, 50, 80 anos. Não se iniciou na verdade sobre si mesmo, não possui autoconhecimento, e por isso não pode entrar na auto- realização.
O que deve um homem profano fazer para se auto-iniciar?
Para sair do mundo da ilusão sobre SI mesmo e entrar no mundo da verdade?
Deve fazer o que fez o primeiro grupo de auto-iniciados, no ano 33, em Jerusalém, isto é, deve aprender a meditar, ou cosmo-meditar.
O iniciado dá tudo e não espera nada do mundo.
Ele já encerrou as contas com o mundo.
Pode dar tudo sem perder nada.
O auto-iniciado é um místico não um místico de isolamento solitário, mas um místico dinâmico e solidário, que vive no meio do mundo sem ser do mundo.
Onde há plenitude, aí há um transbordamento.
O homem plenificado pelo autoconhecimento e pela auto-realizaçã o transborda a sua plenitude, consciente ou inconscientemente, saiba ou não saiba, queira ou não queira. Esta lei cósmica funciona infalivelmente.
Faz bem pelo fato de ser bom, de viver em harmonia com a alma do Universo. Por isto, para fazer bem aos outros e à humanidade, não é necessário nem é suficiente fazer muitas coisas, mas
é necessário e suficiente ser bom, ser realizado e plenificado do seu EU central, conscientizar e vivenciar de acordo com o seu EU central, com o seu Cristo Interno.
A plenitude da consciência mística da paternidade única de Deus transborda irresistivelmente na vivência ética da fraternidade universal dos homens.
Para ter laranjas - laranjas verdadeiras - não é necessário fabricá-Ias.
É necessário e suficiente ter uma laranjeira real e mantê-la forte e vigorosa.
Nem é necessário ensinar a laranjeira como fazer laranjas, ela mesma sabe, com infalível certeza, como fazer flores e frutos.
Assim, toda a preocupação de querer fazer bem aos outros sem ser bom é uma ilusão tão funesta como o esforço de querer fabricar uma laranja verdadeira sem ter uma laranjeira.
Mais importante que todos o fazer é o ser.
Onde não há plenitude interna não pode haver transbordamento externo.
Para fazer o bem aos outros deve o homem ser realmente bom em si mesmo.
Que quer dizer ser bom?
Ser bom não é ser bonachão, nem bonzinho, nem bombonzinho.
Para ser realmente bom deve o homem estar em perfeita harmonia com as leis eternas da verdade, da justiça, da honestidade, do amor, da fraternidade, e viver de acordo com esta sua consciência.
Todo o fazer bem sem ser bom é ilusório, assim como qualquer transbordamento é impossível sem haver plenitude. O nosso fazer bem vale tanto quanto nosso ser bom. O ser bom é autoconhecimento e auto-realização.
Somente o conhecimento da verdade sobre si mesmo é libertador; toda e qualquer ilusão sobre si mesmo é escravizante.
Os mais ruidosos sucessos sem a realização interna são deslumbrantes vacuidades; são como bolhas de sabão - belas por fora, mas cheias de vacuidade por dentro.
1 % de ser bom realiza mais do que 100 % de fazer bem.
Auto-iniciação é essencialmente uma questão de ser e não de fazer.
Esta plenitude do ser não se realiza pela simples solidão, mas pelo revezamento de introversão e extroversão. O homem deve, periodicamente, fazer o seu ingresso dentro de si mesmo, na solidão da meditação e depois fazer o egresso para o mundo externo, a fim de testar a força e autenticidade do seu ingresso.
Todo auto-iniciado consiste nesse ingredir e nesse egredir, nessa implosão mística e nessa explosão ética.
Os discípulos de Jesus fizeram três anos de aprendizado e nove dias de meditação depois se auto-iniciaram. Descobriram a verdade libertadora sobre si mesmos. A verdade que os libertou da velha ilusão de se identificarem com o seu corpo, com a sua mente, com as suas emoções, saíram das trevas da ilusão escravizante, e ingressaram na luz da verdade libertadora:
"Eu sou espírito, eu sou alma, eu e o Pai somos um, o Pai está em mim e eu estou no Pai...
o Reino dos Céus está dentro de mim. "
E quem descobre a verdade sobre si mesmo, liberta-se de todas as inverdades e ilusões.
Liberta-se do egoísmo, da ganância, da luxúria, da vontade de explorar, de defraudar os outros. Liberta-se de toda injustiça, de toda desonestidade, de todos os ódios e malevolências - de todo o mundo caótico do velho ego.
O iniciado morre para o seu ego ilusório e nasce para o seu EU verdadeiro.
O iniciado dá o início, o primeiro passo, para dentro do "Reino dos Céus".
Começa a vida eterna em plena vida terrestre.
Não espera um céu para depois da morte, vive no céu da verdade, aqui e agora - e para sempre.
Isto é auto-iniciação.
Isto é autoconhecimento.
Isto é auto-realização.
TEXTO DE HUBERTO ROHDEN,
ESCRITO NOS ANOS 70
Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação.
Todos querem ser iniciados.
Mas entendem por iniciação uma alo-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru. Esta alo-iniciação é uma utopia, uma ilusão, uma fraude espiritual.
Só existe auto-iniciação.
O homem só pode ser iniciado por si mesmo.
O que o mestre, o guru, pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém se pode auto-iniciar; pode colocar setas ao longo do caminho, setas ao longo da encruzilhada, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre Si mesmo. Isto pode e deve o mestre fazer - suposto que ele mesmo seja um auto-iniciado.
Jesus, o maior dos Mestres que a humanidade ocidental conhece, ao menos aqui, durante três anos consecutivos, mostrou a seus discípulos o caminho da iniciação, o que ele chama o "Reino dos Céus", mas não iniciou nenhum dos seus discípulos.
Eles mesmos se auto-iniciaram na gloriosa manhã do domingo de Pentecostes, às 9 horas da manhã - como diz Lucas nos Atos dos Apóstolos.
Mas esta grandiosa auto-iniciação aconteceu só depois de 9 dias de profundo silêncio e meditação; 120 pessoas se auto-iniciaram, sem nenhum mestre externo só dirigidas pelo
mestre interno de cada um, pela consciência de seu próprio EU divino, da sua alma do seu Cristo Interno. E esta auto-iniciação do primeiro Pentecostes, em Jerusalém, pode e deve ser realizada por toda pessoa.
Mas acima de tudo, o que quer dizer Iniciação?
Iniciação é o início na experiência da verdade sobre si mesmo.
O homem profano vive na ilusão sobre si mesmo.
Não sabe o que ele é realmente.
O homem profano se identifica com o seu corpo, com a sua mente com as suas emoções. E nesta Ilusão vive o homem profano a vida inteira, 30, 50, 80 anos. Não se iniciou na verdade sobre si mesmo, não possui autoconhecimento, e por isso não pode entrar na auto- realização.
O que deve um homem profano fazer para se auto-iniciar?
Para sair do mundo da ilusão sobre SI mesmo e entrar no mundo da verdade?
Deve fazer o que fez o primeiro grupo de auto-iniciados, no ano 33, em Jerusalém, isto é, deve aprender a meditar, ou cosmo-meditar.
O iniciado dá tudo e não espera nada do mundo.
Ele já encerrou as contas com o mundo.
Pode dar tudo sem perder nada.
O auto-iniciado é um místico não um místico de isolamento solitário, mas um místico dinâmico e solidário, que vive no meio do mundo sem ser do mundo.
Onde há plenitude, aí há um transbordamento.
O homem plenificado pelo autoconhecimento e pela auto-realizaçã o transborda a sua plenitude, consciente ou inconscientemente, saiba ou não saiba, queira ou não queira. Esta lei cósmica funciona infalivelmente.
Faz bem pelo fato de ser bom, de viver em harmonia com a alma do Universo. Por isto, para fazer bem aos outros e à humanidade, não é necessário nem é suficiente fazer muitas coisas, mas
é necessário e suficiente ser bom, ser realizado e plenificado do seu EU central, conscientizar e vivenciar de acordo com o seu EU central, com o seu Cristo Interno.
A plenitude da consciência mística da paternidade única de Deus transborda irresistivelmente na vivência ética da fraternidade universal dos homens.
Para ter laranjas - laranjas verdadeiras - não é necessário fabricá-Ias.
É necessário e suficiente ter uma laranjeira real e mantê-la forte e vigorosa.
Nem é necessário ensinar a laranjeira como fazer laranjas, ela mesma sabe, com infalível certeza, como fazer flores e frutos.
Assim, toda a preocupação de querer fazer bem aos outros sem ser bom é uma ilusão tão funesta como o esforço de querer fabricar uma laranja verdadeira sem ter uma laranjeira.
Mais importante que todos o fazer é o ser.
Onde não há plenitude interna não pode haver transbordamento externo.
Para fazer o bem aos outros deve o homem ser realmente bom em si mesmo.
Que quer dizer ser bom?
Ser bom não é ser bonachão, nem bonzinho, nem bombonzinho.
Para ser realmente bom deve o homem estar em perfeita harmonia com as leis eternas da verdade, da justiça, da honestidade, do amor, da fraternidade, e viver de acordo com esta sua consciência.
Todo o fazer bem sem ser bom é ilusório, assim como qualquer transbordamento é impossível sem haver plenitude. O nosso fazer bem vale tanto quanto nosso ser bom. O ser bom é autoconhecimento e auto-realização.
Somente o conhecimento da verdade sobre si mesmo é libertador; toda e qualquer ilusão sobre si mesmo é escravizante.
Os mais ruidosos sucessos sem a realização interna são deslumbrantes vacuidades; são como bolhas de sabão - belas por fora, mas cheias de vacuidade por dentro.
1 % de ser bom realiza mais do que 100 % de fazer bem.
Auto-iniciação é essencialmente uma questão de ser e não de fazer.
Esta plenitude do ser não se realiza pela simples solidão, mas pelo revezamento de introversão e extroversão. O homem deve, periodicamente, fazer o seu ingresso dentro de si mesmo, na solidão da meditação e depois fazer o egresso para o mundo externo, a fim de testar a força e autenticidade do seu ingresso.
Todo auto-iniciado consiste nesse ingredir e nesse egredir, nessa implosão mística e nessa explosão ética.
Os discípulos de Jesus fizeram três anos de aprendizado e nove dias de meditação depois se auto-iniciaram. Descobriram a verdade libertadora sobre si mesmos. A verdade que os libertou da velha ilusão de se identificarem com o seu corpo, com a sua mente, com as suas emoções, saíram das trevas da ilusão escravizante, e ingressaram na luz da verdade libertadora:
"Eu sou espírito, eu sou alma, eu e o Pai somos um, o Pai está em mim e eu estou no Pai...
o Reino dos Céus está dentro de mim. "
E quem descobre a verdade sobre si mesmo, liberta-se de todas as inverdades e ilusões.
Liberta-se do egoísmo, da ganância, da luxúria, da vontade de explorar, de defraudar os outros. Liberta-se de toda injustiça, de toda desonestidade, de todos os ódios e malevolências - de todo o mundo caótico do velho ego.
O iniciado morre para o seu ego ilusório e nasce para o seu EU verdadeiro.
O iniciado dá o início, o primeiro passo, para dentro do "Reino dos Céus".
Começa a vida eterna em plena vida terrestre.
Não espera um céu para depois da morte, vive no céu da verdade, aqui e agora - e para sempre.
Isto é auto-iniciação.
Isto é autoconhecimento.
Isto é auto-realização.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
A simplicidade e o momento
Quando estava perto de concluir uma das penúltimas monografias, me surgiu um pensamento sutil. Uma tentativa de compreensão das vertentes da sabedoria e das verdades. Sugeri a minha mente que tudo isto que estamos fazendo parte é uma grande teia, uma imensa massa de ações simultâneas. Todavia o que me intrigou fortemente foram as questões das realidades e seus etc.
Afinal quem são os corretos? Quem está acertando e quem está errando? Todos (?!). Místicos, evangélicos, maçons, traficantes, judeus, testemunhas, médicos, cientistas, políticos, bruxas, magos, ladrões, o mundo todo transita na mesma linha.
Um gigantesco balde de nadadores, nadam mais rápido aqueles percebem que não existe o balde. Muito menos água. Tento normalmente, ou melhor, tendo facilmente a achar "culpados", encontrar a falha de alguém, ou quem sabe de muitos, para que sejam responsabilizados. Acabo no mesmo beco: todos nós somos, pois todos permanecemos inocentes.
Mas isso é um passado, algo que já me desenlaçou a esfera da mente, passou por minhas idéias e se transformou em outras questões digamos mais evolutivas. Retorno hoje (no agora) aos pensamentos práticos, divinamente úteis, talvez menos densos. A densidade é para os eternos melancólicos saudosistas.
Fácil e simples é a vida dos que querem voar, e aqueles que querem bater suas asas ao conhecimento e não podem estar presos a terra, afinal, existe muito mais a ser descoberto e vivido do que possamos imaginar. Diverge disto tudo, que provisoriamente e ilusoriamente estamos vivendo.
.'.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Prêmio - Blog Instigante
Esta premiação foi criada pelos blogs Osho-br e Koyanisqatsi. Recebi esse reconhecimento de Clarissa Maria . “O selo de reconhecimento Blog Instigante premia os blogs que, além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos, provoca-nos a necessidade de refletir, questionar, aprender e – sobretudo – que instigam almas e mentes à procura de conhecimento e sabedoria.”
Indico os Blogs abaixo:
5. Verso Torto
Regra para utilização do selo: Os blogs indicados acima, caso queiram usar o selo, deverão escolher – cada um – 7 blogs com as características acima descritas e deverão copiar a imagem do selo e o texto acima, adicionando-os ao espaço que convier.
O Cubo e o Corpo
Meus pés roxos tremiam como quem acabara de derramar uma balde de gelo pelos dedos retorcidos, meu corpo ficou nulo, perdeu as forças, a mente solitária ficou efervescendo entretanto sem nenhum pensamento retilíneo, vagou. Conclui que não estava mais presente.
Se existisse algum relato, este seria simples:
Meu espírito estava sentado em cima de um imenso cubo, este cubo já não era terra, não era céu, nem era nada, apenas habitava um vazio, a imensidão negra de lugar nenhum...Corpo, mente e espírito despediram-se as vinte três e quarenta e cinco. Quando retomei os sentidos, após ouvir as palavras pensei logo no Arcanjo, e por onde ele andava, pensei em Deus, no meu Deus, e porque e como fui parar naquele gélido cubo lutando contra a cegueira e a escuridão.
Assim passou, e se foi, então me conformei com a palidez, o cansaço e a alegria do alivio (da não dor), e que o resto virá com o tempo, um tempo sem fim, um templo de luz , de um corpo que ascende.
Se existisse algum relato, este seria simples:
Meu espírito estava sentado em cima de um imenso cubo, este cubo já não era terra, não era céu, nem era nada, apenas habitava um vazio, a imensidão negra de lugar nenhum...Corpo, mente e espírito despediram-se as vinte três e quarenta e cinco. Quando retomei os sentidos, após ouvir as palavras pensei logo no Arcanjo, e por onde ele andava, pensei em Deus, no meu Deus, e porque e como fui parar naquele gélido cubo lutando contra a cegueira e a escuridão.
Assim passou, e se foi, então me conformei com a palidez, o cansaço e a alegria do alivio (da não dor), e que o resto virá com o tempo, um tempo sem fim, um templo de luz , de um corpo que ascende.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo 19 - Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios,
independentemente de fronteiras.
Entendo que este artigo é explicitamente violado, pois qualquer tentativa de liberdade de expressão ou opinião ditas “normais” são facilmente contidas pela mídia ou pela própria sociedade. A massificação através dos meios de comunicação, nos trouxe esse estado de “grão de areia”, onde a voz não tem mais força, e as pessoas estão sujeitas a uma só verdade deste grande Deus chamado Mídia.
Este isolamento facilitou as manobras de controle de uma minoria egocêntrica, que não proporciona uma outra visão diferente da vigente, isso se dá através da falta de informação e da liberdade de opinião. Criando facilmente assim um exercito de cegos. Hoje as idéias e os ideais, estão distorcidos pela uniformização social, seguimos padrões impostos por todos os lados, e o diferente tornou-se inimaginável ou digno de extremos preconceitos.
Este estado de escravização não nos permite uma clara imagem de nós mesmos, a sociedade e o ser humano não conhecem a eles mesmos, eles se projetam em vontades superiores e perdem a capacidade de diferenciar a verdade e a mentira, ou o bem do mau.
Se não temos liberdade de escolhas nos tornamos padronizados, mecânicos e metódicos, andamos enfileirados e perdemos o discernimento. Este discernimento inserido na relação que se estabelece entre as comparações, favorece a evolução e a coerência, dois fatores inevitáveis para o progresso da sociedade.
Vejo que a tentativa de alguns grupos (conhecidos como rebeldes, utópicos ou revolucionários) ainda se torna válida, pois do contrário tudo seria controlado por alguém, e este alguém não deseja a igualdade, a livre informação e a possibilidade de avaliação, este “sujeito” quer que continuemos assim, cegos, iludidos e robotizados.
independentemente de fronteiras.
Entendo que este artigo é explicitamente violado, pois qualquer tentativa de liberdade de expressão ou opinião ditas “normais” são facilmente contidas pela mídia ou pela própria sociedade. A massificação através dos meios de comunicação, nos trouxe esse estado de “grão de areia”, onde a voz não tem mais força, e as pessoas estão sujeitas a uma só verdade deste grande Deus chamado Mídia.
Este isolamento facilitou as manobras de controle de uma minoria egocêntrica, que não proporciona uma outra visão diferente da vigente, isso se dá através da falta de informação e da liberdade de opinião. Criando facilmente assim um exercito de cegos. Hoje as idéias e os ideais, estão distorcidos pela uniformização social, seguimos padrões impostos por todos os lados, e o diferente tornou-se inimaginável ou digno de extremos preconceitos.
Este estado de escravização não nos permite uma clara imagem de nós mesmos, a sociedade e o ser humano não conhecem a eles mesmos, eles se projetam em vontades superiores e perdem a capacidade de diferenciar a verdade e a mentira, ou o bem do mau.
Se não temos liberdade de escolhas nos tornamos padronizados, mecânicos e metódicos, andamos enfileirados e perdemos o discernimento. Este discernimento inserido na relação que se estabelece entre as comparações, favorece a evolução e a coerência, dois fatores inevitáveis para o progresso da sociedade.
Vejo que a tentativa de alguns grupos (conhecidos como rebeldes, utópicos ou revolucionários) ainda se torna válida, pois do contrário tudo seria controlado por alguém, e este alguém não deseja a igualdade, a livre informação e a possibilidade de avaliação, este “sujeito” quer que continuemos assim, cegos, iludidos e robotizados.
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